cover
Tocando Agora:

AMIZADE CONTROVERSA: COMO SE EXPLICAM AS ACUSAÇÕES DE BARBOSINHA, EX-MOTORISTA DA ROTA E AMIGO ÍNTIMO DE DERRITE, SER ALIADO DO PCC?

Ex-motorista da ROTA e amigo íntimo de Derrite, José Roberto Barbosa, é investigado por suspeita de colaboração com o PCC, levantando questões sobre segurança pública e ética policial.

AMIZADE CONTROVERSA: COMO SE EXPLICAM AS ACUSAÇÕES DE BARBOSINHA, EX-MOTORISTA DA ROTA E AMIGO ÍNTIMO DE DERRITE, SER ALIADO DO PCC?
AMIZADE CONTROVERSA: COMO SE EXPLICAM AS ACUSAÇÕES DE BARBOSINHA, EX-MOTORISTA DA ROTA E AMIGO ÍNTIMO DE DERRITE, SER ALIADO DO PCC? (Foto: Reprodução)

por Andrezza Marques


José Roberto de Souza Barbosa, conhecido como Barbosinha, ex-motorista da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA) e amigo próximo do atual secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, está no centro de uma polêmica investigação. Barbosinha é acusado de repassar informações sigilosas de operações policiais para integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa que atua em diversas frentes no Brasil e no exterior.


Em um episódio do podcast “Papo de Rota”, gravado em junho de 2021, Derrite e Barbosinha discutiram episódios de suas carreiras na ROTA, com Derrite elogiando publicamente o ex-motorista. A revelação desta amizade agora ressurge à medida que as investigações da Corregedoria da Polícia Militar avançam, com indícios de que Barbosinha teria favorecido figuras de destaque dentro do PCC, incluindo líderes mortos em disputas internas da facção.


O Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado após denúncias de que Barbosinha, juntamente com outros policiais da ROTA, teria facilitado ações do PCC através do vazamento de informações cruciais, como durante a operação Sharks em 2020. Esta operação, destinada a desmantelar células criminosas, teria sido comprometida por vazamentos que permitiram a fuga de líderes do PCC.


As implicações para Derrite, que agora ocupa um cargo de alta relevância na segurança pública estadual, são preocupantes. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo emitiu uma nota afirmando que qualquer tentativa de vincular Derrite às ações de Barbosinha é especulativa, reforçando o compromisso com a ética e a investigação rigorosa de qualquer desvio de conduta policial.


A relação entre Barbosinha e Derrite traz à tona debates sobre os limites éticos das conexões pessoais dentro das forças de segurança. Enquanto a Corregedoria avança com as investigações, a população assiste, preocupada, ao desenrolar de mais uma história que mistura poder, crime organizado e segurança pública.

Ainda nesta semana, portais divulgaram que foi um ex-traficante do Primeiro Comando da Capital (PCC), atualmente sob proteção como testemunha, revelou como policiais da Rota recebiam altas quantias em dinheiro dos líderes da facção em troca de informações confidenciais. Esse esquema permitia que integrantes do grupo escapassem de operações policiais.

Em outubro de 2021, o traficante procurou o setor de inteligência da Rota e foi recebido no batalhão por oficiais e um promotor do Gaeco, unidade do Ministério Público de São Paulo (MPSP) especializada no combate ao crime organizado.


Durante o encontro, ele revelou detalhes sobre as lideranças do PCC que teriam sido beneficiadas pelo esquema, incluindo nomes como Silvio Luiz Ferreira, conhecido como Cebola; Marcos Roberto de Almeida, o Tuta; Rafael Maeda Pires, o Japa; Cláudio Marcos de Almeida, apelidado Django; e Anselmo Santa Fausta, o Cara Preta. Esses indivíduos estavam ligados a uma célula da facção que utilizava a empresa de ônibus UpBus para lavagem de dinheiro.


A delação foi crucial para que o Gaeco entendesse como Tuta, apontado como o principal líder do PCC fora do sistema prisional na época, conseguiu escapar da Operação Sharks, realizada em setembro de 2020 para combater as ações da cúpula da organização.

Comentários (0)