FINAL DA 4ª EDIÇÃO DO HIP HOP CRIA NA ALDEIA KOPENOTY CONTOU COM DIVERSOS ARTISTAS E MUITO APRENDIZADO
O evento que durou 1 dia, manhã e tarde, aconteceu no último sábado, (22), em Avaí e reuniu Brisa Flow, Luana Hansen, DJ Mozzao e diversos outros artistas da cena, celebrando a cultura a em cerca de 200 pessoas

No último sábado, 22 de fevereiro, a aldeia Kopenoty foi palco da grande final do Hip Hop Cria, evento que reuniu cerca de 200 pessoas em uma celebração vibrante da cultura. Das 09h30 às 17h, o espaço foi tomado muita vivência nas culturas Hip Hop e Indígena, com apresentação e cântico tradicional dos moradores na abertura, oficinas de MC/Rap, Breaking e Graffiti, sem contar nos sets de DJs e demonstração de práticas como o arco e flecha ao longo do dia, e uma linda vivência musical e roda de conversa com Brisa Flow, no encerramento, reforçando a importância desse evento como ferramenta de expressão e resistência.
A atmosfera foi marcada por uma energia intensa de troca entre artistas e público, com muito diálogo sobre o impacto do hip hop na transformação social, destacando o protagonismo da juventude indígena e periférica na construção dessa cultura. "Foi especial e muito rico poder ver para além do nosso cronograma, a descoberta e o aprendizado livre das crianças, muitas que nunca tinham conhecido uma aldeia indígena", destacou Vinicius Pereira, sociólogo e um dos coordenadores do projeto.
Anfitriões
A aldeia Kopenoty recebeu de braços abertos a FINAL DA 4ª EDIÇÃO DO HIP HOP CRIA, proporcionando um ambiente de troca cultural e fortalecimento da cena hip hop. O evento contou com o apoio e a presença dos anfitriões indígenas, que compartilharam seus saberes e abriram as portas da comunidade para essa celebração. "O Hip Hop e a Aldeia tem tudo a ver, já temos inclusive a nossa primeira batalha de rima, chamada de Batalha da Tribo, que acontece aqui nesse espaço", contou Tety Lipu, liderança da juventude indígena e MC, fundador da Batalha da Tribo. A conexão entre a cultura originária e o hip hop trouxe um significado ainda mais profundo para a edição, reforçando a resistência e a ancestralidade presentes nos dois movimentos.
Oficinas
Além das batalhas e apresentações, o evento também promoveu oficinas voltadas ao desenvolvimento artístico e à apresentação final das crianças das OSCS atendidas. Com atividades que incluíram graffiti, breaking e mc/rap, os oficineiros compartilharam suas experiências e incentivaram novos talentos a se expressarem por meio do hip hop. Essas vivências ampliaram o impacto do Hip Hop Cria, deixando um legado de aprendizado e fortalecimento para a cultura local.
Brisa Flow
Um dos momentos mais marcantes da programação foi a participação da artista Brisa Flow, que trouxe sua potência musical e sua mensagem de resistência para o evento. Conhecida por suas letras que abordam identidade, ancestralidade e luta dos povos originários, Brisa Flow encantou o público com sua performance e fortaleceu a conexão entre hip hop e cultura indígena. Sua presença foi um grande destaque, inspirando os jovens presentes e mostrando o poder da arte como ferramenta de transformação.
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